27.2.09
De Chiapas à Palestina... Subcomandante Marcos
Hermann Bellinhausen, La Jornada, 05/01/2009.
San Cristóbal de las Casas, Chiapas, 04 de janeiro.
Para os zapatistas, em Gaza há "um exército profissional assassinando
uma população indefesa", disse hoje o Subcomandante Marcos ao dedicar
uma intervenção não-programada à nova guerra em curso.
O penúltimo dia do Festival Mundial da Digna Raiva foi marcado pela
indignação diante do ataque contra a Palestina e a repressão em
Oaxaca, que horas antes havia se repetido com a prisão de 20 pessoas
que participavam de um protesto pacífico contra a invasão em Gaza
diante do consulado dos Estados Unidos.
Nas primeiras horas deste domingo, centenas de participantes do
festival, que se realiza nas proximidades de San Cristóbal, para além
dos subúrbios indígenas de La Hormiga, foram até o centro para
protestar contra a invasão e pedir a libertação dos presos da APPO.
Pelo menos, esta última demanda foi conseguida ontem à noite. A
inusitada marcha com tochas, que saiu da Universidade da Terra, fez
com que os hotéis fechassem as portas e alguns moradores lembrassem da
primeira madrugada de 1994 [dia do levante do EZLN].
Na parte da tarde, Marcos diria: "Não muito longe daqui, num lugar
chamado Gaza, um exercito fortemente armado e treinado, o do governo
de Israel, continua seu avanço de morte e destruição". Uma guerra
"clássica" de conquista. "Primeiro um pesado bombardeio para destruir
os pontos nevrálgicos e abrandar as fortificações da resistência".
Lembrou que na sexta-feira, "no mesmo dia em que nossa palavra se
referiu à violência", Condoleeza Rice declarava que o que acontece em
Gaza era "culpa dos palestinos, por sua natureza violenta".
Afirmou que continua "o férreo controle sobre o que se ouve e se vê"
no mundo, "externo ao teatro de operações", e há "fogo intenso de
artilharia sobre a infantaria inimiga para proteger o avanço das
tropas. Depois o cerco e o sítio à guarnição, e o assalto que
conquiste a posição aniquilando o inimigo".
De acordo com as fotos das agências, acrescentou, "os 'pontos
nevrálgicos' destruídos pela aviação israelense são casas de moradia,
barracos e prédios civis". Então, "pensamos que ou os artilheiros são
ruins de pontaria ou tais pontos não existem. Não temos a honra de
conhecer a Palestina, mas supomos que nessas casas, barracos e prédios
mora ou morava gente, homens, mulheres, crianças e anciãos, e não
soldados".
Talvez, opinou, "para o governo de Israel esses homens, mulheres,
crianças e anciãos são soldados inimigos, e os barracos, casas e
prédios onde moram são quartéis que devem ser destruídos. Com certeza,
os disparos de artilharia que nesta madrugada caiam sobre Gaza eram
para proteger desses homens, mulheres, crianças e anciãos o avanço da
infantaria de Israel e o destacamento inimigo que querem debilitar
nada mais é a não ser a população palestina que vive aí e que o
assalto procurará aniquilar".
Com voz quebrada expressou: "Nossos gritos podem deter alguma bomba?
Nossa palavra salva a vida de alguma criança palestina? Achamos que
sim. Talvez não detenhamos uma bomba, nem nossa palavra se transforme
em escudo blindado", mas, possivelmente, consiga unir-se a outras e
"se torne murmúrio, em seguida voz forte e depois grito que se escute
em Gaza. Todos e todas nós, zapatistas do EZLN, sabemos quanto é
importante ouvir palavras de alento em meio à destruição e à morte".
Quanto ao resto, segundo a análise de Marcos, "o governo de Israel
declarará que infligiu um severo golpe ao terrorismo, ocultará do seu
povo a magnitude do massacre e os produtores de armamentos terão tido
um breve fôlego econômico".
O povo palestino vai resistir, sobreviver e continuar lutando, confiou
o porta-voz zapatista. "Talvez, um menino ou uma menina de Gaza
sobrevivam e cresçam, e com eles cresçam a coragem, a indignação, a
raiva; talvez se tornem soldados ou milicianos, talvez enfrentem
Israel, e, então, lá em cima escreverão sobre a natureza violenta dos
palestinos, farão declarações condenando esta violência e se voltará a
discutir sobre se é sionismo ou anti-semitismo. Ninguém perguntará
quem semeou o que colhe".
29.1.09
Download de "Cético. Séptico ... Distópico..."
26.1.09
Vinte reais, 20 minutos...
Um assobio e o sono leve se esvaía. “Oi, quer alguma coisa?” A simpatia era surpreendente. “Uma cerveja, por favor”. “Quatro reais”. “Está vazio aqui hoje”. “Pois é, as meninas foram para a casa da Renata, é aniversário dela”. Cinqüenta e dois anos declarados, aparência de 70, magra, não mais do que 1,60m. “Como consegue dormir com esse barulho?” “Acostumada, sete anos aqui”. A batida do funk carioca, no volume que antecede à loucura, dá o tom em um dos diversos corredores da Vila Mimosa, a mais antiga zona de prostituição do Brasil. As luzes coloridas iluminam a angústia de uns, misturadas ao alívio e à distração de centenas de outros, que circulam diariamente pela famosa rua Ceará, subúrbio do Rio de Janeiro.
De um lado, casas de dois ou três andares transformadas em clubes privês. No térreo, bebidas e cigarros custam caro. Acima, o local de trabalho se resume a cubículos com uma cama, envoltos por cortinas. Jovens seminuas, encostadas nos portões, observam o movimento dos passantes e aguardam a aproximação. “Vinte reais, vinte minutos, só pela frente”. A resposta é automática.
Na calçada oposta, o comércio se multiplica. Entre um bar e outro, os corredores parecem formigueiros. Na entrada, uma faixa: “A Vila Mimosa condena a prostituição infantil. Proibido menores de 18 anos”. Coletes verdes, usados pelos ambulantes, dizem o mesmo. Dizem que a ordem é seguida à risca. Pelas mulheres.
Travestis não há. Homens humildes, carne fraca, vendem o pão pelo circo. “Início do mês é assim. A rua fica cheia, eles recebem e vêm direto. Depois, se viram do avesso até o mês seguinte”, ironiza dona Beth.
“Quer mais uma?” “Por favor”. Carioca não dispensa uma prosa. “Então são sete anos...” “Infelizmente”. “Por quê”? “Isso aqui é o fim do mundo. Não tem nada pior do que isso aqui”. “Mas então...” “É a necessidade”.
O marido fora assassinado. Era policial. A pensão nunca veio. “Enquanto não sai, preciso desses 600 reais”. O filho mora em Brasília e nem desconfia. “Acha que eu sou doméstica. Se Deus quiser, saio antes de ele saber”.
“Conheci o inferno na Terra”
No maior país católico do mundo, dizem que Ele é brasileiro. Beth discorda: “Quando morrer e encontrar Papai do Céu, vou dizer: Senhor, conheci o inferno na Terra. Outro dia mesmo, um segurança desses que ficam na porta matou um garoto porque olhou para a menina dele. Pe gou e jogou lá no mato, na frente de todo mundo. Isso é todo dia”.
Depois de olhar ao redor, conclui: “Podia ser eu”. Um riso seco. “Quantos anos você tem”? “Segredo”. Um riso aberto: “Eu tenho 52”. “Não deveria estar aqui”. “Nem você”.
Beth não é exceção. Nem unanimidade. “Estar aqui me distrai”. Vanessa trabalha há nove anos na Vila Mimosa. Mora longe, não é sempre que vai para casa. “Tenho que sustentar minha filha”. A liberdade é atraente. “Copacabana nem pensar. Cobra 100 para ficar com metade, dar o resto na mão dos donos. Aqui peço 20, mas tudo que eu ganho é meu e eu vou embora quando quiser”.
Por isso, é difícil dizer o número exato de profissionais. O movimento é constante, dia e noite. Não há folga ou feriado. “Acho que desde que isso aqui existe, tem alguém comendo alguém”.
Fugindo da guerra
A Vila Mimosa é quase centenária. Nasceu com o desembarque de mulheres do leste europeu em fuga da Primeira Guerra. Pobres e sem os maridos. O primeiro local foi a Zona do Mangue, próxima à atual avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Daí a designação “zona” aos prostíbulos.
As polacas, como eram conhecidas, misturaram-se às nativas ao longo dos anos, até desaparecerem. Foram perseguidas e mudaram quase uma dezena de vezes de logradouro, à medida que a cidade se modernizava. Acharam abrigo no limite pobre da alameda, escondidas sob os trilhos dos trens suburbanos, onde havia uma vila. O nome pegou.
A guerra acabou, mas a fuga não. “É um trabalho como qualquer outro. Está difícil para todo mundo”, justifica Vanessa . A boemia, como o mundo, virou negócio. “Trinta e quatro casas aqui são do mesmo dono, quase metade”. Depois do desabafo, o protesto: “Está perguntando demais já. Dinheiro que é bom nada”. Tempo, todos sabem o que é.
As Beths e Vanessas se juntam dia após dia às Joanas e Patrícias e Manoelas da Rua Ceará. A máquina não pára de girar, como os ponteiros do relógio. Mas as noites na Vila Mimosa continuam durando mais do que as outras.
O boteco estava vazio naquela noite. Na escada, uma jovem passava desodorante seco nas axilas, indiferente aos dois ou três rapazes que bebiam cerveja do lado de fora, sentados à mesa de alumínio. O som dos vizinhos ensurdecia. Músicas sobrepostas, incompreensíveis. Dona Beth dormia sentada atrás do balcão, como se o tempo passasse mais rápido. O dia terminaria dali a poucas horas, assim que o sol mostrasse, mais uma vez, o caminho de casa.
22.1.09
...Memórias dos Primeiros Passos...
Sei que não é tão agradável para todos quanto é para nós e para mais uma meia dúzia de pessoas, mas foi muito legal encontrar os restos de uma cartaz do primeiro evento...O do dia 30 de Julho de 2006...
Frio feito a Sibéria e famintos feito o Brasil...
Éramos o "Blandina", O "Four Faces" agora era o "Demasi" que logo voltaria a ser o "Four Faces" e dalí a pouco se tornaria o "Afronte"...
O Evento foi no antigo "CEFAM"... ( ainda considero muito mais digno toacr numa escola do que num bar...)
(cartaz original...)
Nós tocamos 15 Músicas ( em menos de Sete Minutos [ ! ] )... Minha pressão abaixou bastante de tanta fome e frio... (risos)
( E logo abaixo na foto, "Você aluga um vestido e ganha uma lingerie!" Aproveita! )
As musicas desse primeiro evento foram:
"MEFÍTICOS... "
"APOSTÓLATRA... "(PT 1 )
"APOSTÓLATRA..." (PT 2 )
"APOSTÓLATRA..." (PT 3 )
"PRIMITIVO..."
"ATROZ... "
"ARENA..."
BURIED ALIVE BY SOCIETTY’S GREED ( cover de Empty Grave [?] )
"AO CORAÇÃO DA ENCRUZILHADA... '
"ANTI MÚSICA... "
"RAQUEL, RAQUEL... "
"7 X 02..." ( que mais pra frente se tornaria "Extinção Humana Voluntária...")
INMUNDO ( cover de Empty Grave [?] )
"ARENA ..."
"PRIMITIVO ..."
"MEFÍTICOS ..."
///
Também encontrei na net esse flyer do rimeiro evento no Espaço Impróprio, o Show de Bebê ( Beneficente pelo nascimento da Filhona do Henrique D.E.R. )...
Muito Boas lembranças desses dois dias importantíssimos pra nós...
28.12.08
Clero Alternativo | Osasco | 07.12.08
mais sobre este evento em: 5.12.08
Noise terror | 30.11.08 | Jabaquara

Mussum de Vômito...

Pulmonary Fibrosis + Attack of Mad Axeman + Plague Rages

Augusto + Schildkröte freund, Nils!!!
(Augusto+Amigo Tartaruga, Nils!!!)
2.12.08
Subcomandante Marcos, 28 de Março de 1994
O comunicado abaixo do subcomandante de 28 de março de 1994 explica o porquê de esconder os rostos e porque todos os zapatistas dizem que se chamam "Marcos":
"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestiniano em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, rockero na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México." Enfim, Marcos é um ser humano qualquer neste mundo. Marcos é todas as minorias intoleradas, oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo ¡Ya basta! Todas as minorias na hora de falar e maiorias na hora de se calar e agüentar. Todos os intolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."
A METAMORFOSE - Em Quadrinhos




“E AGORA, GREGOR? E SEU TRABALHO?”
Se deu alguma atenção a essas poucas páginas de autoria de Kafka e Kuper, e que algum filho de Deus escaneou e despejou na rede ( qual deus?! não é essa a questão... ), então, provavelmente, você também é algum Winston Smith ou Gregor Samsa da vida...
Por razões óbvias não foram postadas todas as páginas ( 81... ) , mas caso tenha algum interesse em ver como acaba a saga de Gregor, escreve pra gente ( praiadevomito@gmail.com ), já temos tudo anexado e pronto pra enviar, serão três e-mails, e vai ser um prazer receber seu contato, e claro, colaborar com a pirataria!
Bem, os “Gregor Samsa da Silva” agora também podem!...
Tem valor?! Copie!
27.11.08
"Pesadelo..."
Desperto. É tão vazia a minha vida!
No pensamento desconexo e falho
Trago as cartas confusas de um baralho
E pedaço de cera derretida!"
26.11.08
Baby Cakes... ( Bolo de Bebê ) | por Neil Gaiman e Jouni Koponen
"Salmos em Sangue..." 1 | Letras Praia de Vômito | 1984
Álbum: “1.984...”
“NASCIDO NO CAMPO DE BATALHA...”
o banquete terminou, as luzes se apagam..."
( extraído na íntegra do recado deixado por Robert E. Howard [ criador do personagem “Conan, o Cimério” ], quando soube que sua mãe nunca voltaria do coma, a grande companheira de sua vida e única pessoa que o aceitava e amava com as diferenças que tinha... após a notícia, deixou o recado em sua evlha máquina de escrever,empunhou adquadamente uma velha espingarda na boca, apertou o gatilho e saiu de cena)
///
“1.984...”
///
"...RAQUEL, RAQUEL..."
///
“1.984...” ( parte II )
///
"ANTI – MÚSICA..."
"BASEADO EM FATOS REAIS... "
( procure por “Teoria e Prática do Coletivismo Oligárquico” por Emmanuel Goldstein... )
///
“GxLxSx...” ( Grace Llewellen Smith )
( ninguém sabe quem foi Grace LLewellen Smith e por que essas palavras foram escritas em sua lápide, no Texas...
///
“SALA 101...”
"...Crescei e Multiplica-vos e criai vossos filhos na bosta..."
///
“INDULGÊNCIAS...”
“SODOMIZADO PELA UNIÃO DA IGREJA COM O ESTADO ...”
///
“VISÕES DO FUTURO...” ( 1.984 parte III )
"Salmos em Sangue..." 2 | Letras PxDxV | Outros Salmos...
Faixas lançadas aleatoriamente em splits diversas:
“EXTINÇÃO HUMANA VOLUNTÁRIA...” ( ExHxV )
“Nascer, se iludir, trabalhar, se reproduzir, se desgastar e ser substituído...”
///
“MEFÍTICOS...”
///
“PRMITIVO...”
"Quão belo é o passo que conduz ao abismo...
o formoso caminho em que nenhuma responsabilidade é minha...
Criemos líderes pra que vão à nossa frente
e nos protejam do sol da justiça com suas tábuas-da-lei.
E a forca que tanto merecemos
por nossa intencional ignorância,
que seja como a gravata
que cinge o busto de quem propaga o nosso câncer...
"SANTIFICADO SEJA O NOSSO CÂNCER."
Nascidos Livres, porém sob ferros em todo canto...
Os primeiros escravos foram feitos pela força.
A covardia os perpetuou.
A força um direito.
Obediência, um dever.
Um contrato primitivo...
///
" A CANÇÃO DO ÓDIO..."
Nesta Faixa, contamos com a benção de nosso padrinho Mané Galvão, do Plague Rages... )
///
"Salmos em Sangue..." 3| Letras PxDxV | "Cético.Séptico...Distópico..."
Álbum ” Cético. Séptico...Distópico...”
Dos morros sem água, desde o fustigo do verão...
Do pó de nossas avermelhadas ruas de terra...
o pecado do rico soa tão virtuoso...
Alforriados,
vivendo tão perto do céu
e tão longe de deus...
Da obliteração, ressuscitado em nova criatura
inteligentemente burra, insenciente à escravidão.
Algum rico enriquece mais um pouco
cada vez que um pobre cai endemonhiado...
///
“ATROZ...”
Vá em frente!
Você é o melhor no que faz
e isso resume tudo o que sabe...
Foi uma bela queda do Éden até este fundo de poço,
e deste fundo de poço até a extinção de sua própria espécie...
...e o show deve ir adiante,
Atroz e banhado a sangue...
Eis a regras do jogo:
uma criatura deve sofrer
pra que outra possa se divertir,
e ESTE É VOCÊ!!!
///
“SEDÉM...”
Cruel na elaboração;
brutal no manuseio.
Finalidade tipicamente humana.
"Engorde, Fique Rico, Descanse...
mas, ( por favor,) não se esqueça:
DIVIRTA-SE!!!!!
“EPIFANIA...”
O tetraplégico e sua cadeira de rodas
Na Violência do vespeiro o vilão tornou-se heróie o herói um cão de guarda,
garantindo a segurança nas ruas de seus donos,contendo a insurreição que desce dos morros...
e as vespas ainda rasgam o ar ao redor de sua cabeçaenquanto o tetraplégico tem sua epifania:
"A vida se passa no vespeiro
( ...Nota: “Epifania” é a compreensão repentina sobre algum assunto,ou a aparição de alguma divindade, ou ainda, no cancro católico, o período que se inicia no Dia de Reis e se estende até a Terça-feira de Carnaval... Composição em honra de nossos irmãos sobreviventes do holocausto diário e do estado de guerra civil permanente no Rio de Janeiro... mas ele “continua lindo...” )
///
“ARENA...”
Agonia, Barbárie, Desonra
Angustia, Suplício, Devoração Gradual...
O inocente está na arena,
já podem começar o espetáculo!!!!
- Quem é o Animal aqui?
- Quem é o Criminoso aqui??
- Qual foi meu erro???
- Qual foi meu pecado????
(...Barretos, Itapecerica da Serra, Franca, Campinas... Estado de São Paulo, Piauí... Santa Catarina...Todo esse país e globo condenado... arenas, ruas fechadas, tortura, trabalho escravo, pedofilia, matadouros, miséria... Até quando? )
///
“O ETERNO RETORNO ( Chandala Em Todo Canto )...”
só mais um deus ( igual a 6 bilhões de deuses )
( Nils Laureys, atual baterista no saudoso Agathocles faz a voz nesta faixa... )
///
“ERICK DRAVEN ...”
"Deus, seu filho da puta (!!)
Como pôde ter feito isso a ela?
Como pôde tê-la feito tão perfeita, tão sublime
e depois tê-la destruído dessa forma?
Tê-la humilhado dessa forma???"
"Eu sei por que Jesus chorou, seu filho da puta."
( da obra original em Graphic Novel, de James O'Barr, "O Corvo" – publicada originalmente em 1984...)
“APOSTÓLATRA... ( parte I ) ”
Tal qual o único ofício dum cancro,
que corrói indiferente às virtudes do sujeito,
tens teu aguilhão, tens teu cabresto:
Dum lado, viciado com esperanças,
do outro, sitiado pelo medo...
“Apostólatra”...
///
"PAGO, LOGO EXISTO..."
Pago, Logo Existo
( Nota: Você “é” Livre. Saia, consuma e volte pra sua cela... )
///
“A MARCHA DOS 2000 ANOS...”
A palavra "aberração" ainda me perturba,
e há dois mil anos essa marcha prossegue...!
( dois mil anos de marcha do orgulho machista, do orgulho de odiar... o orgulho de ser tolo, intolerante e violento... O orgulho de ser uma mácula gigante na história, de ser lamentado, vencido, superado e somente lembrado como um péssimo estágio de “involução”...
///
“OCULTAÇÃO DE CADÁVER...”
A dor e o desespero
são os de quem tenta se ver livre
da dor e da culpa;
Pus uma blindagem em minha razão
para me manter a salvo da dúvida...
"...mas minha carniça subiu diante de Deus
como "incenso suave",
Um cogumelo atômico no Santo-dos-Santos,
Um tapa de afronta em sua face..."
Não Sirvo no céu;
Não reino no inferno;
Do homem me oculto.
Eu sou o cadáver.
///
“EQUAÇÃO ANTI-VIDA...”
Vomitados da boca de D(d?)eus
o mar nos arrastou até esta praia...
No alcatrão, debilitados...
e no final, o cão ainda volve ao vomito.
"medida preventiva contra qualquer provável insurreição,
constantemente vilipendiados pela equação..."
Engaiola, Humilha, Espanca,
Escraviza, Suga, Estupra,
Carboniza, Devora e Vomita...
e depois, tudo de novo, tudo outra vez...
E, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte
nunca contaria com tua ajuda,
pois tua vara e teu cajado nos oprimem...
"Se D(d?)eus é por nós, quem precisa de inimigos?"
///
“PATÍBULO...”
"Uma condenada a masmorra, por tantos e tantos pecados
e agora quem te condenou, desce à masmorra
para pecar contigo também..."
e ao patíbulo subirá,
aguardará sua sentença,
sem chances de recorrer,
sem chances de defesa...
Assim como é um "macho" o nosso D(d?)eus hebreu,
este é um mundo de "machos",
e lhe asseguro que não decidirás sobre seu corpo
enquanto à ponta da mesa se assentar um "macho"...
///
“AK47...”
"os que sabem, não se importam
e os que se importam, não sabem."
"pergunte ao homem branco,
ele vai saber."
"Senhor, minha mão vai voltar a crescer?"
( extraído do filme “The Lord of War” [ O Senhor das Armas,em Português ]... )
25.11.08
Memórias de Mogi das Cruzes...| 06.09.08
"Em algum lugar no mundo, talvez no Brasil, existe um homem feliz." .
-- [ 1907 Vladimir Mayakovsky ] --
A mais bela foto tirada de um palco...( Rafael, Coriza, Discrepante em Apresentação...)

Wil ( Ex- Cleptomania e Atual "Não-sabemos-ainda"...) e PxDxV - "A Canção do Ódio..."














